o artigo intitulado “Oruam ou Mauro?”: mídias digitais e as disputas raciais nos gêneros musicais. O estudo investiga a trajetória do trapper carioca Oruam sob a ótica das mídias digitais e das tensões raciais que atravessam a música popular brasileira contemporânea. A pesquisa destaca como o artista e o gênero Trap são frequentemente alvos de processos de estigmatização e criminalização, repetindo dinâmicas históricas de subjugação que já atingiram manifestações como o samba, a capoeira e o funk.
A investigação aprofunda-se nas contradições da carreira de Oruam, analisando desde sua defesa pública da liberdade do pai encarcerado até sua ascensão como uma das maiores lideranças comunitárias do país, capaz de engajar e articular as massas nas redes sociais. Ao utilizar conceitos como o de “pretitudes sônicas”, o autor demonstra que a produção musical de Oruam é inseparável de sua vivência e de seu corpo negro, desafiando estéticas tradicionais e reconfigurando as estratégias de autenticidade no ambiente digital. O trabalho reforça o papel fundamental das plataformas de streaming e redes sociais na validação de gêneros periféricos, consolidando o Trap como um campo de negociações sociais e políticas profundas.
CLIQUE AQUI para ler o texto completo!



